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Fly Lady – ou como se organizar a casa e talvez a vida? - Parte 1

A pedido de várias famílias – na verdade, respondendo a três pessoas que perguntaram sobre os meus últimos reels –, decidi vir aqui explicar o que é e como funciona o sistema de organização que comecei a utilizar. Serve tanto para memória futura como uma explicação básica de funcionamento. Começando pelo início: eu sou uma pessoa bastante dual nisto da frente doméstica. Trocado por miúdos: o que eu queria mesmo era uma pessoa empregada a tempo inteiro a fazer tudo aquilo que eu sempre detestei fazer (leia-se, 95% do trabalho "doméstico"). Problema 1: o que eu e o meu marido ganhamos não nos permite pagar um ordenado condigno e com todos os direitos a alguém assim. Permite-nos ter a nossa vida organizada e sem dificuldades de maior, mas somos #TeamOrdenadoMinímoEraOMinímoParaQuemCuidaDeNósDentroDeCasa (acrescido de seguros e subsídios de férias e Natal). E sim, podia ser só umas horas, mas eu sou tudo ou nada. Por isso, neste caso, é nada. (Também sou um bocado fona, confesso.

Começar as manhãs com calma...

ou de como isto não é para os fracos. Suponho que elas existem. As manhãs calmas, especialmente em dias como este: é sábado, hoje o marido está de folga, o filho mais velho já não tem de acordar antes das 7 da manhã para entrar na escola a horas, e o bebé até deu uma boa noite (ainda não uma noite completa, mas, ainda assim, uma boa noite). E existirão mulheres, mães, que têm toda esta cena da parentalidade/dona de casa bem oleada, devidamente documentada no Instagram com # de elevada imaginação. O meu problema é não ser assim. Atentemos: para uma manhã que se afigurava calma, pelas razões atrás explanadas, a labuta começou às 06:35, com o #pedrotornado a rebolar-se no berço porque, pasme-se, tinha mamado fazia três horas e estava na altura de voltar à carga. Foram cerca de 10 minutos de intensa sucção, após a qual ele retirou a boca e suspirou, como faz sempre que a refeição lhe corre bem e está satisfeito. Desligar a app que contabiliza isto, fazer pause  no  episódio da «Supe

Dia Mundial da Alimentação

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(é amanhã, mas fico já despachada) Quem me conhece bem sabe que eu sempre detestei fruta. Talvez não sempre, sempre, mas há anos que a fruta não é assim a modos que minha companheira assídua. Gosto bastante de verduras, como sopa com satisfação, agora fruta... nã! Aprecio uma boa salada de frutas sem molho de lata e fruta rija e com casca (segundo a minha mãe, porque sou demasiado preguiçosa para a descascar), uma ocasional laranja - mas, em boa verdade, eu e a fruta não somos amigas. Ou não éramos. A segunda gravidez deu-me para gostar de fruta. Cortei nos bolos e sobremesas e dei por mim a transferir esse amor assolapado da primeira gravidez* por melancia, melão, pêssego, papaia, maçã. laranja, peras. O final da gravidez não acabou com o recém-adquirido amor, contra todos os prognósticos. No entanto, isto criou-me um problema: sendo fruta da época, ontem deu-me para a romã (estava bem boa!) e fiquei com uma camisola de algodão cheia de nódoas. Ora, toda a gente sabe que nódoa de

Aleitamento materno

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( disclaimer : eu sou totalmente pró aleitamento para a minha pessoa. Quanto às outras pessoas,  sinceramente, oscilo entre o "não tenho nada a ver com isso" e o "estou-me pouco marimbando".) Semana do Aleitamento Materno. Decorre entre 28 de Setembro até 5 de Outubro e pretende-se que seja uma ocasião para debater e incentivar (ainda que às vezes pareça impor e obrigar) essa nobre (e em tantas ocasiões altamente esquizofrénica) atividade que é amamentar um bebé. Das muitas vantagens que tem, há uma de que ninguém fala, quiçá por interferir com a cena idílica que é estarmos a contemplar um bebé enquanto mama (um aparte só para dizer que, quanto à cena idílica, ou és a mãe e estás a lixar a cervical, ou és um mirone e estar a observar outra pessoa a dar de mamar é só creepy ), e que é uma das razões pelas quais, para mim, amamentar é um prazer. Ver séries. Tudo começou quando tive o meu primeiro filho, cujo ritmo de alimentação era ao nível de uma t

Um dia a casa vem abaixo

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(Aproveitando antes de ir lavar a louça - gloriosamente a caminho dos 3 anos sem máquina) Uma 'ssoa passa os olhos pelo face e dá de caras com uma novidade fresquinha, assim, fresca de fresca, e fica feliz. Porque ela é muito boa (a melhor!) e merece. Porque é muito franca e honesta e cumpridora. Porque é uma excelente pessoa e mãe e "esponja" e amiga (embora agora não nos possamos ver tanto como antes) Porque... previsões só no final do desafio e ela nunca vira costas à luta. Está aqui, de hoje em diante: Um dia a casa vem abaixo . (e vai ser tão bom!!!)

Menos um sorriso no (meu) mundo

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Hoje por aqui o sentimento é de enorme tristeza. Mais uma dos que me partiram, mais uma das que me vão fazer muita falta. O céu deve andar com muita falta de risos, para precisar tanto dos da Sana.

Macaquinho de chinês com a morte

Estou neste momento a trabalhar num livro onde a Morte está muito presente. Infelizmente, também há minha volta morre gente de que gosto, e por isso o tema me atrai e me repele. Nada posso fazer: não escolho os livros (será que eles me escolhem?), e também não tenho controlo sobre a Morte, vai e vem como lhe apetece, essa magana. O livro traça um paralelismo entre a vida da autora, que é viúva, e a de Madame Marie Curie, no seu papel de viúva de Pierre Curie. A páginas tantas, menciona-se a existência de coincidências (MRP, não percebes nada disto!) que coincidem (Paul Kammerer, biólogo austríaco e autor de uma lei sobre as casualidades, dixit ), da sincronia de tempos e temas; e Rosa Montero, a autora, menciona alguns episódios onde essas coincidências, essas sincronias se mostram. Estou a rever esta passagem, e detenho-me: «de repente a Morte chegou a correr e pousou a sua manápula amarela […]. Foi a 19 de abril […]. [Ela] tinha […] trinta e oito.» – parece realmente demasiado