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Mulheres

Eu queria ser capaz de responder ao José António Saraiva como uma senhora, mas não consigo. Não quero falar de toda essa maravilhosa existência que, aparentemente, as mulheres da vida do senhor Saraiva tiveram. Nem sequer da luta que as mulheres da minha vida (as que conheci e as que nunca vi mas que cá estão, gravadas no que sou) travaram, ou de um passado-mais-que-passado que nem foi bem meu. Não quero falar dos meus avós, um no mar, outro na estiva, da minha mãe que ficou sem pai aos quatro anos e teve de crescer separada das irmãs, do meu pai que tinha o pai no mar e ele a crescer numa casa quase só de mulheres valentes (mulheres de homens do mar são sempre valentes, valorosas), mulheres trabalhadoras. Não quero falar da minha mãe, que tinha de trabalhar no comércio com horários ainda piores do que os de hoje, mas que guardava as férias todas para as filhas, para que pudéssemos descobrir a magia do cinema ou visitar um museu pela primeira vez... sem sapatos. Não quero falar da m...

WTF é um conta-fios?

Imagem
Só para o caso de alguém se estar a interrogar  (pausa para riso histérico e solitário). Ao vivo e a cores, um conta-fios é um aparelhinho assim: Pomos em cima da imagem impressa num livro e conseguimos perceber, por exemplo, quantas cores tem na realidade e a qualidade da impressão. Pode significar um fanico de um  designer  ou de um ilustrador. Pode significar uma edição mandada para o lixo (e respetivo prejuízo). Aqui, é apenas uma forma de ver à lupa tudo aquilo que se me atravessa à frente: a lupa é bastante falível e o mundo que observa está cada vez mais estreitinho, mas a ideia é essa. E se alguém (pausa para mais riso histérico e solitário) tiver algo a obstar, ou a propor, esteja à vontade, desde que venha por bem!

Sede bem aparecidos

Boa tarde! A todos os que me lêem (ou que irão ler num futuro, fingers crossed , não muito distante...), sejam bem-vindos! Este é apenas mais um dos milhentos blogues que por aí populam, nem primará pela originalidade, mas é meu!!! Iupii!!! Sempre gostei de ler. Sempre. Desde que me lembro, os livros estiveram sempre lá, com todas as palavras certas para tudo o que me apoquentava, com todas as palavras erradas a evitar, com todas as soluções e com todo o conhecimento.  Há pessoas que sempre souberam o que queriam ser «quando fossem grandes». Eu só queria ler. E sabia que não é bom misturar negócios e prazer. Por isso, na hora de escolher que curso seguir para me sustentar, não optei por algo diretamente relacionado com livros. E fui lendo nos intervalos. Mais tarde, os livros acabaram por me escolher. Sou uma pessoa desnorteada. Bem, sou orientada, naquelas coisas do dinheiro e afins e tento não dar passos maiores que a perna. Dizem que é o meu lado Caranguejo. Mas s...