quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Luz branca*

Muito muda numa década. Ora deixem cá ver... Fez este ano uma década que comprei casa, que as nossas três "meninas" começaram a fazer parte da família, que me casei.

Fez este ano uma década que fui na minha última grande viagem (precisamente a lua de mel).

Há uma década trabalhava em Lisboa e vivia há pouco tempo em Lisboa, e achava que ir estar na editora onde comecei, a trabalhar com aquelas mesmas pessoas, até me reformar.

Infelizmente, nesta década perdi gente a mais: uns mais próximos, outros nem tanto, mas de todos me lembro, de todos sinto saudades.
.'(

Há uma década eu ainda não era mãe e ser mãe foi a maior aventura consciente da minha vida adulta (viver não conta).
:D

Há uma década, no mês de Julho, entrei assim na igreja e também no copo de água:
e dançava assim a nossa primeira dança de casados:
(imaginai uma moça a chorar baba e ranho enquanto ouvia a música; e sabei que ainda não lhe devolvi o CD – desculpa, Um dia a casa vem abaixo)

Há uma década que os Corrs não fazem música juntos. Fizeram músicas para as suas carreiras a solo, lançaram discos, houve concertos; alguns dedicaram-se à família: houve casamento e nascimentos. E funerais.
Há uma década que os Corrs não fazem faziam música juntos.

Muito muda numa década. Mas não os Corrs.
(E já agora, se quiserem lembrar-se de mim no Natal, juntem o dinheiro das velas e ofereçam-me antes isto. A gerência agradece)

*White Light é o nome do novo álbum

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vamos a contas (porque assim será mais fácil saber do que falamos quando falamos de composição do Parlamento e Governo)

Na III República Portuguesa contamos com vinte governos constitucionais, a saber:

I Governo (1976–1978) – M. Soares * Partido Socialista + Independentes † Rejeição de uma moção de confiança.
II Governo (1978) – M. Soares * PS + CDS † Desentendimentos entre os partidos que garantiam o seu apoio parlamentar.
III Governo (1978) – A. Nobre da Costa * Independentes † Rejeição do programa de governo.
IV Governo (1978–1979) – C. A. Mota Pinto * Independentes † Pedido de demissão apresentado pelo Primeiro-Ministro.
V Governo (1979–1980) – M. L. Pintasilgo * Independentes + ASDI (partido do centro-esquerda, formado com antigos deputados do PPD/PSD) † Eleições intercalares realizadas após a dissolução da Assembleia.
VI Governo (1980–1981) – F. Sá Carneiro/D. Freitas do Amaral (interino) * PSD + CDS † Falecimento do Primeiro-Ministro.
VII Governo (1981) – F. Pinto Balsemão * PSD + CDS + Partido Popular Monárquico † Pedido de demissão apresentado pelo Primeiro-Ministro.
VII Governo (1981) – F. Pinto Balsemão * PSD + CDS + Partido Popular Monárquico † Pedido de demissão apresentado pelo Primeiro-Ministro.
IX Governo (1983–1985) – M. Soares * PS + PSD † Desentendimentos entre os partidos que garantiam o seu apoio parlamentar. 
X Governo (1985–1987) – A. Cavaco Silva * PSD † Aprovação de uma moção de censura.
XI Governo (1987–1991) – A. Cavaco Silva * PSD † Legislatura completa.
XII Governo (1991–1995) – A. Cavaco Silva * PSD † Legislatura completa.
XIII Governo (1995–1999) – A. Guterres * PS † Legislatura completa.
XIV Governo (1999–2002) – A. Guterres * PS † Pedido de demissão apresentado pelo Primeiro-Ministro.
XV Governo (2002–2004) – J. M. Durão Barroso * PSD + CDS-PP † Pedido de demissão do Primeiro-Ministro.
XVI Governo (2004–2005) – P. Santana Lopes * PSD + CDS-PP † Assembleia dissolvida pelo Presidente da República.
XVII Governo (2005–2009) – J. Sócrates* PS † Legislatura completa.
XVIII Governo (2009–2011) – J. Sócrates* PS † Pedido de demissão do Governo, mantendo-se em funções como Governo de Gestão.
XIX Governo (2011–2015) – P. Passos Coelho * PSD + CDS-PP † Legislatura completa.
XX Governo (2015-?) – P. Passos Coelho * PSD + CDS-PP †

*Pois que, no meio disto tudo, só CINCO governos terminaram o seu mandato (a negrito).

*De tudo quanto parece estar a acontecer neste momento, a única "novidade" é um partido sem maioria parlamentar (relativa ou absoluta) pretender formar governo. De resto, já tudo foi experimentado e testado.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Das coisas que lemos por aí e são pertinentes para a nossa vida de formas bizarras

A última festa antes do divórcio
(...)
Quando o esquentador avariou foi o fim do casamento entre a Vanessa e o Júlio. Mas, como sempre, o princípio do fim tinha sido muito tempo antes. Mas só Deus sabe a interferência que alguns electrodomésticos avariados podem ter nas decisões definitivas sobre a separação de casais. A infidelidade dos electrodomésticos é um factor muito subvalorizado, quando comparado com a infidelidade carnal, neste tipo de coisas.
(...)

Disclaimer: o excerto acima é sobre política. Este post já não.


Hoje é um bom dia

(segundo a Google)
(Beleza e inteligência: esta atriz dos anos 40 do século passado – lembro-me de a ver em Sansão e Dalila – foi também uma cientista: patentou um sistema que foi o precusor do wi-fi.)

(Quando se fala mais de muros a erguer – por essa Europa fora, pela América, no coração dos seres humanos – lembremos o dia em que este muro caiu, lembremos o que o fez cair há 26 anos: a liberdade e a tolerância a darem as mãos.)  

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O resto vemos depois, pode ser?

[para os que têm medo de mais filas no supermercado durante as férias, ou para os que dizem: «tenho pena, mas aqui também há muita miséria» (ou só: «tenho pena, mas...»), aqui está tudo:]

«Um Homem é um Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem. Mesmo que não seja refugiado a sério, mesmo que até tenha acabado de matar outro Homem. Um Homem a morrer afogado é um Homem, e primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. 
Há oportunistas, haverá potenciais terroristas, há fanáticos religiosos. Haverá. Mas primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. Quando um Homem está a morrer afogado não há tempo para lhe perguntar se aceita a nossa liberdade religiosa, a nossa igualdade, a nossa Democracia. 
A nossa religião, para os que a temos, ensina isso, mesmo a quem não comunga. A nossa Democracia, que é mais do que votar, depende isso.
Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. 
E o resto não é pouco. Claro que não podem todos ficar. Claro que ter missões de salvamento junto à costa é promover maiores fluxos. Claro que por cada asilo concedido se promove maior tráfico de Homens. Mas agora há Homens a morrer. Primeiro salvam-se vidas, depois trata-se do resto. 
Não, não há lugar para todos. Não, não é possível abrir as portas e deixar entrar e ficar quem quiser. A emigração tem de ser controlada. Claro que tem. Mas um Homem a morrer afogado é um Homem.
Claro que há mais sofrimento no Mundo. Provavelmente gente mais justa, gente melhor, gente mais pobre e miserável. Pois há. E não os vamos salvar todos. Pois não. Nem quero. Ou melhor, sei que não é por querer que se resolve, nem é por se querer que é possível. E desejar o impossível pode ficar bem, nas não serve para quase nada. 
Mas um Homem a morrer afogado é um Homem. 
E, se um dia, uma destas vidas salvas se explodir no meio de nós, se um deles se radicalizar e matar outros Homens, ainda assim teremos feito o correcto, o que é justo. 
Eu prefiro morrer um dia num metro em Londres, morto por uma bomba, a deixar morrer um Homem porque tenho medo de um dia ter medo dele. 
E, sim, pago a minha quota-parte extra. Digam-me onde a entrego.»

domingo, 23 de agosto de 2015

JM dixit 13 (Clarinha, esta é para vocês!)

Família agachada em frente à montra de uma ourivesaria, a escolher a prenda de anos da avó.
Piscopequeno agarra-se a nós com toda a força e declara:
«Gosto muito vocês. Gosto tanto de vocês que vos podia adotar.»


quarta-feira, 29 de julho de 2015

:(


Passo 1: encontrar a capa ideal;
Passo 2: a capa ideal custar MUITO mais do que o comportável;
Passo 3: fazer o luto da capa ideal e partir para outra.
(da saga #istodeencontraracapacertaparaumlivroéumaatividadedodemo)

P.S.: esta era a capa ideal para #FunnyGirl

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mateus 6, 7

«Malandro que é malandro não reclama, muda de esquina»

© ARS

(Not so) #FunnyGirl

Só tenho a dizer a todas aquelas pessoas que têm dificuldade em escolher o presente certo que difícil, difícil, é escolher o papel de embrulho.
(Da saga #istodeencontraracapacertaparaumlivroéumaatividadedodemo)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Da série «Ganhei o Euromilhões» e mudei-me

Não, não é verdade... ainda. No entanto, como sonhar não custa, aqui ficam ideias de casas lindas para torrar investir o dinheiro do Euromilhões:


Laguna Beach, Califórnia

Aspen, Colorado

Bluffton, Carolina do Sul



segunda-feira, 29 de junho de 2015

De bloggers e assim

Não gosto de publicidade mal disfarçada (estou quase a desistir de ver o Mar Salgado à conta disso...), mas, sendo nova nisto dos blogs, às vezes estou, vá, distraída e há coisas que não me parecem publicidade a sério: talvez porque a história em volta até está aparentemente bem esgalhada, talvez porque não me apetece andar sempre a ver segundas intenções em todas as coisas que "alimentam" as casas blogosféricas alheias...
Assim sendo, sou a Suíça.

Dá-me jeito que alguém que começou a viver/vive do que faz num blog experimente e me "diga" se gostou (vamos acreditar que para os seus seguidores seja verdadeira/o);

Se eu não quero, ou não posso, ou não gosto, estarei no meu direito de, no meu blog, dizer o que me aprouver sobre o assunto #publicidademalamanhada, porventura até de forma pouco elegante (vamos acreditar que expresso uma opinião que não é contrária à lei);

Tudo o resto só serve para alimentar bodegagem.



(E sim, #piscopequeno anda numa escola pública e leva lanche: caso contrário, o lanche da escola volta intacto. Não conhecia os queijinhos em causa, mas #piscopequeno curte de minibabybel e aquele queijo fundido em sticks; e não, não é intolerante à lactose e, como tem baixo peso, pode comer de tudo... e deve, mas não faz.)

(E sim, cá em casa faz-se molho de tomate, mas não a massa – a do Lidl é a melhor, nem experimentem mais nenhuma –; de quando em vez o Lidl também tem molhos bem bons e a pizza faz-se com o que há de restos, mozarella fresco e ralado; ou comemos pizzas do Pingo Doce, mas feitas lá.)


*Este post tem muitas marcas mas não é publicidade: há quem não goste, há quem goste, ninguém me pagou em géneros, números ou...)

Sou má mãe, eu sei!


Para a mãe da criança gritando na Feira do Livro da escola
Carta de uma professora à mãe do aluno que acabou de lhe dizer que ela é a pior mãe do mundo.

Eu vejo você na biblioteca da escola primária na qual eu dou aulas, e seu filho de quatro anos está gritando com você. Ele está gritando desesperadamente na sua cara. É por isso que eu estou olhando para você. É por isso que todo mundo está olhando para você. Ele está tão bravo porque você não quer comprar o novo livro do Lego Star Wars de R$40 que inclui os bonecos de lego que ele "precisa, precisa preciiiiiiiiiisa" ter.


Ele está fazendo uma cena enorme. Eu o ouvi do outro lado do corredor. Ele está gritando e socando suas pernas enquanto se contorce de dor emocional no chão. Ele está chorando e chorando, dizendo aos gritos como você é má e como é rude da sua parte não dar a ele o que ele quer. Seu mundo está desmoronando. Ele acabou de dizer que você é a pior mãe do mundo.


Mais pessoas estão olhando para você agora. A senhora no caixa está congelada, sem saber como reagir. Todos estão olhando, apenas esperando e se perguntando como você irá lidar com ele. Ele está fazendo uma grande cena, e essa cena está ficando cada vez mais barulhenta e mais desconfortável de assistir.


Leia A questão relevante sobre o grito


Eu vejo uma lágrima brotando em seu olho, mas também vejo a coragem e força que você está forçando a permanecer em seu rosto. Você está calma e serena, aparentemente não está incomodada com sua birra. Você continua o que estava fazendo no caixa, e depois coloca os livros na sacola, calmamente toma sua filha pela mão, e recolhe o pequeno gritando, e caminha para fora da biblioteca. Ele continua a se contorcer e bater em você. Ele acabou de arranhar seu rosto, deixando uma grande marca em sua bochecha, mas você continua caminhando calmamente.


Conforme você anda até o seu carro (e eu não posso deixar de seguir e observar com admiração suas técnicas de parentalidade mágicas), eu o escuto gritar, "VOCÊ PROMETEU QUE EU PODIA COMPRAR UM LIVRO HOJE!" entre soluços e tentando recuperar seu fôlego sem sucesso. Você calmamente responde: "Eu lhe dei R$5 para gastar em um livro hoje. Você escolheu um livro que custa mais de R$5. Então você preferiu passar o seu tempo na feira do livro chorando e gritando em vez de procurar outro livro que custasse R$5. Sinto muito por você ter feito essa escolha, deve ser muito triste para você sair da feira do livro sem nenhum livro hoje."


Ele, claro, não gostou dessa resposta. Na verdade, ele está gritando ainda mais alto agora. Ele está se contorcendo tanto que quase cai de seus braços. Você o coloca calmamente no chão com firmeza, mas com amor, pega seu pulso para que ele não fuja. Em seu tom mais calmo, paciente e maternal possível, você diz: "(nome), eu te amo. Eu te amo muito. Eu sei que você está triste agora, e eu fico triste por vê-lo tão triste. Vamos entrar no carro e encontrar o seu cobertor especial, que sempre faz você se sentir melhor."


Ele responde: "mas, mas, mas… você não comprou o meu livro…" Você novamente repete o que disse anteriormente: que você está triste por ele ter escolhido perder seu tempo chorando em vez de encontrar um livro que custasse R$5.


Então, sem mais uma palavra, você lhe dá um grande abraço (ao qual ele resiste), o pega no colo (apenas para ser novamente arranhada na cara), e o coloca em sua cadeirinha no carro. Você fecha sua porta e inclina-se sobre o carro por um breve momento. Você deixa escapar um suspiro de frustração antes de entrar no carro e ir embora.


Você não cedeu hoje. Você não cedeu em momento algum, e por isso eu quero dizer obrigada.


Obrigada por ser uma mãe que estabelece limites para seu filho. Obrigada por ser uma mãe que não cede ao constrangimento social para apaziguar os desejos de seu filho pequeno que está gritando.


Obrigada por escolher não lhe dar tudo o que ele quer.


Obrigada por ter a maturidade de pegá-lo no colo enquanto ele se contorcia e gritava, e calmamente explicar-lhe as razões pelas quais você não comprou o livro do Lego para ele hoje.


Obrigada por ter a maturidade para conversar com seu filho como um adulto e permitir-lhe ver as consequências de suas ações. Obrigada por ter explicado para ele que isso não era um problema seu, que era uma confusão que ele havia criado para si mesmo baseado em uma escolha que ele fez.


Muito obrigada por ser um exemplo para todas as outras mães de que ser uma mãe (ou pai) firme que cumpre sua palavra é muito mais importante do que ceder para acalmar gritos. Obrigada por ser uma mãe que seus filhos podem confiar, porque você é consistente e firme.


Obrigada por ser uma mãe que faz seus filhos se sentirem seguros com você, porque eles sabem seus limites e expectativas. Obrigada por amar seus filhos o suficiente para não ser sua amiga, mas sim assumir o papel de mãe.


Como professora, eu vejo todos os dias uma grande variedade de pais e vejo todo o espectro de estilos parentais e abordagens. E como uma professora, eu posso ver a extrema necessidade que o mundo tem de mais mães como você.


A feira do livro foi há três meses, e eu ainda estou pensando sobre você e a maneira como você lidou com a birra de seu filho naquele dia. Você deixou uma marca em minha mente, e nas mentes de todos que assistiram você como eu fiz em fevereiro.


Obrigada por ser o tipo de mãe que cria filhos respeitosos e humildes. Sua influência é muito maior do que você jamais vai saber.


Atenciosamente,


Uma professora grata.

(Este artigo foi publicado originalmente em Argyle in Spring e republicado aqui com permissão. Traduzido e adaptado por Sarah Pierina)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Disto que me faz feliz



Acabou no domingo.
(mas não sem antes eu lá ter ido no último fim de semana. No sábado foi mais só porque calhava em caminho, fomos lá buscar uma trabalhadora esforçada para irmos jantar a seguir. Na verdade, o jantar – mesmo bom! – acabou por ficar entalado entre duas idas à Feira. Consegui conter-me e só comprei


porque o dia a seguir é que era a sério!!!

só que não.

No dia a seguir chovia que Deus a dava e só conseguimos chegar à Feira às oito da noite. #Piscogrande fez um enorme esforço para se divertir, mencionando idas às farturas (check!), aos pastéis de nata (nope, tudo esgotado) e a outras iguarias, que ele é mais moço de documentários e DIY @ Youtube (ide procurar se não sabeis o que é, muito útil na hora de voltar a pôr as horas certas na viatura e outras demandas que tais), mas #piscopequeno é que não esteve pelos ajustes: um ar de enfado que só visto, benza-o deus! Nem o
o fez descruzar os braços.
Ainda assim, e à revelia, trouxe isto:
– embora a minha intenção fosse trazer também O Sr. Raposo, a verdade é que houve para ali uma confusão e achei que ainda faltava um livro para trazer o saquinho da Alice, mas depois não e afinal faltava mesmo porque o senhor não me tinha ouvido... Enfim, menos um Roald Dahl, mais uma Philippa Gregory cá para casa.
Para além da atitude de #piscopequeno – para o ano que vem temos de repensar este esquema! – fiquei triste porque O dia em que os lápis desistiram (do  Oliver Jeffers) esgotou no stand da Orfeu Negro precisamente no domingo... e eu que não o levei no sábado para poder dar o gostinho ao meu filho, já que os livrinhos de OJ têm lugar cativo no coração literário lá de casa. Agora só em setembro...

Ainda bem que uns dias depois chegaram os livros da Kalandraka! – #piscopequeno até pulou na cama de contente.
Enfim... Agora andamos todos entretidos a ler e a má disposição ficou para trás: realmente não há nada que um bom livro não cure!)

Disto que nos salva

(às vezes ando por aí na blogosfera, e tudo são guerras. São os que querem mandar nisto tudo, são os que se revoltam com as mesmas armas, é a gente a tentar adivinhar quem é quem por entre os comentários – e se há «evangelizações» mazinhas, também há comentários do demo – e, no final, embora por vezes me ria – há alguma coisa mais engraçada do que ver alguém cair e chafurdar na lama ? –, também me dá uma coceira, uma beliscadura na consciência: não gosto de ser má, não quero, achar piada na desgraça alheia não faz de mim alguém melhor, um exemplo, mas só mais uma daquelas pessoas que assobiam para o lado, a achar que a desgraceira em que a humanidade se tornou nada tem a ver com elas.)
E depois encontro isto:
http://eueleeamaria.blogspot.pt/2015/06/no-facebook.html
e renovo a minha esperança e a minha fé no futuro.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Roubei*

The reasonable man adapts himself to the world;
the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself.
Therefore, all progress depends on the unreasonable man.
George Bernard Shaw, 1903



(*daqui: https://diasdetelha.wordpress.com/2015/05/21/tenho-um-livro-de-medicina-que-nem-so-de-medicina-sabe/)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

natal

(um beijinho muito especial às meninas daqui – IUPIII! – que já têm as suas meninas em casa)

Ontem foi um dia importante. Foi dia de natal. Porque nem sempre se fala de coisas tristes, como gente que morre, também se fala de renovação e mudança e nascimentos.
Ontem, Quinta-feira de Ascensão deste ano de 2015, Quinta-feira da Espiga, dia em que se deseja abundância, paz e alegria aos lares, véspera do Dia Internacional da Família que hoje se comemora, nasceu um bebé.
E isso basta

Feliz natal e primeiro dia de desaniversário, Vicente!


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Um dia a casa vem abaixo

(Aproveitando antes de ir lavar a louça - gloriosamente a caminho dos 3 anos sem máquina)

Uma 'ssoa passa os olhos pelo face e dá de caras com uma novidade fresquinha, assim, fresca de fresca, e fica feliz.
Porque ela é muito boa (a melhor!) e merece.
Porque é muito franca e honesta e cumpridora.
Porque é uma excelente pessoa e mãe e "esponja" e amiga (embora agora não nos possamos ver tanto como antes)
Porque... previsões só no final do desafio e ela nunca vira costas à luta.
Está aqui, de hoje em diante:Um dia a casa vem abaixo.


(e vai ser tão bom!!!)

Era só para informar...

que descobri que casei com o Fred Flinstone.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Fatos (oi?!) da vida #15

Mau, mau Maria!
Mas o que é isto, que nervos!



Exijo que Anita volte a ser Anita (e logo hoje que para em vez de pára passa a ser norma, e eu que sou pelas regras, por princípio e feitio, ainda me lixo.)
É um triste dia, digo-vos eu :,(

quinta-feira, 7 de maio de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Clap along if you feel...

(ainda cá não mora, mas morará dentro em breve)


(para ler, sublinhar, usar e abusar, pôr em prática, muito muito: porque #piscopequeno merece e nós também.)